Saindo dos armários

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Matéria publicada na Revista Maganize

Por Suzete Aché    Fotos Robson Curvelo

Closets desbancam os armários comuns e são o sonho de consumo do momento

A personal organizer Veronica Fraga dá dicas de como organizar closets e armários

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Quem casa quer casa. E hoje em dia quem casa quer muito ter, em sua nova casa, um closet, sonho de consumo da maioria dos jovens… e dos mais maduros também! Às vezes, o tamanho do apartamento não comporta esse tipo de espaço, mas alguns chegam a sacrificar um quarto, ou um pedaço dele, para ter esse cobiçado objeto do desejo.

Foi o que aconteceu com um dos clientes da arquiteta Márcia Vaz. “O apartamento de três quartos foi modificado para que houvesse lugar para um closet e um escritório. A caixa formada pela estrutura do fundo do armário é a parede do escritório”, explica ela, que usou módulos da Lacca. Os cabideiros iluminados, as portas de correr com espelho e o próprio espelho no fundo são detalhes importantes que otimizam o espaço, de cerca de cinco metros quadrados. Márcia conseguiu colocar até um pufe que serve para calçar um sapato ou escolher uma roupa. “Hoje em dia é muito comum as pessoas pedirem closets. Sempre pedem para dar um jeitinho”, conta ela.

A arquiteta Joy Garrido, porém, aconselha que se tenha cuidado. “O mínimo de espaço para o projeto de um closet seria o de um banheiro pequeno, cerca de 4m2. E deve ser observado um espaço de pelo menos 0,80m de corredor entre os armários para que haja uma circulação confortável”.

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Os pedidos chovem também para a arquiteta Maria Helena Negrão. “Estou reformando um apartamento em Copacabana onde juntei dois quartos para projetar um quarto de casal com closet. Mas nas casas ele não é uma opção, é uma realidade, até porque existe mais espaço disponível”. Para uma dessas casas, na Barra da Tijuca, Maria Helena fez um destinado apenas à dona da casa e escolheu um modelo na loja Celina. Mais do que confortável, ele tem quase 14m2 e muitos recursos que facilitam seu uso, como uma haste que puxa o cabide – chamado de elevador – próprio para acomodar os casacos e com altura suficiente para os vestidos longos e mantôs. “Fiz também nichos para os sapatos e as bolsas, além de gavetas com acrílico transparente para bijuterias e pequenas peças de roupa”, diz ela.

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O empresário Munis Zylberberg, da Celina, conta que tem uma linha especial, a Milano, que se adapta em forma de U ou em L, sem portas. “Mas fazemos também os miniclosets, para cantos, que funcionam bem. Mas hoje em dia é muito comum o cliente querer disponibilizar um quarto só para isso”.

O projeto de Claudia Santos posicionou o closet entre o banheiro e o quarto. “Como ele era estreito e comprido, foi a melhor solução. A iluminação é especial para os 6m2 do espaço, mas tem lugar para tudo. Coloquei portas de correr com espelhos para evitar a poeira”, detalha ela. Por dentro o “recheio” é de um armário comum, que Claudia escolheu na Florense. O gerente de marketing da loja, Ézio Valente, no entanto, explica que a empresa tem duas linhas de closets, a Open Four e a Open Four Montante, que tem o interior com montantes em alumínio. “Mas podemos fazer muitas combinações e até mesmo iluminação nas gavetas”.

Para economizar espaço e até mesmo baratear o produto final, o closet light é uma boa pedida. “Tudo é colocado diretamente na parede, sem fundo. Dá mais amplitude”. Quem afirma é a arquiteta Joy Garrido, que projetou um na suíte máster de uma cliente, exclusivamente para a dona da casa, executado pela Ornare. Para os sapatos, ela usou tubos de alumínio, para acomodar melhor e arejar as peças, e um módulo de gavetas com rodízios. Esse modelo ganhou, inclusive, o Prêmio do Museu da Casa Brasileira em 1997 como melhor design feito para a indústria.

Segundo o diretor comercial da loja, Vitor Hugo, ele otimiza a área livre, dá visibilidade total às roupas e tem cantos integrados, com acesso pelos dois lados. “Hoje podemos fazer montantes com até 2,40m, sem divisão. Quanto maior o montante, mais bonito fica porque dá mais visibilidade”.

E como fazer com que tudo fique em seu devido lugar, ainda mais num espaço que fica aberto e à vista? A personal organizer Verônica Fraga (9884 5574), da Um Brinco, explica que são as mulheres, especialmente as que trabalham muito e não têm tempo ou jeito para a organização, as que se utilizam de seu trabalho. “Em primeiro lugar, tudo o que não serve mais deve ser descartado. As clientes riem quando pergunto há quantos anos não usam a peça. Se forem mais de três, é muito provável que nunca mais seja usada. Então, é melhor doar para a caridade. No início elas resistem, mas quando veem o espaço que estão ganhando, ficam felizes”.

E Verônica aproveita para dar umas dicas:

• Camisetas comuns e polos ficam melhor dobradas e empilhada
por cor nas prateleiras.

• Lingerie e meias, dobradas cuidadosamente, também podem
vir por cor.

• Escolha apenas um estilo de cabide. O de madeira é mais elegante, mas ocupa mais espaço. Pendure as roupas semprecom o gancho virado para dentro.

• Agrupe as roupas por categoria: os ternos devem ficar perto das camisas

• Corte um pedaço de papelão do tamanho que a roupa ficará ao ser dobrada (chamado de gabarito). É mais fácil e todas ocuparão o mesmo espaço.

• As bolsas devem estar nas prateleiras em pé, enfileiradas e com papel por dentro para ficarem firmes.

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