O mundo é patchwork

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Uma das maiores tendências do nosso tempo é o fim das fronteiras: entre sexos, entre idades, entre raças, entre cômodos, entre mídias, entre o real e o virtual…A globalização é a maior responsável pelas mudanças. Em sua esteira, crece o anseio por liberdade de expressão!

A internet encurtou a distância entre as culturas, as informações nos chegam em tempo real e são processadas por nós de uma maneira e numa velocidade muito diferentes, as redes sociais integram cada vez mais a nossa “aldeia global”. O curioso é que essa integração, ao invés de igualar as personalidades, acentua nossa individualidade. Quanto mais informação recebemos, mais consciência temos de que podemos nos livrar de preconceitos e rótulos. Cansamos de ser enquadrados dessa ou daquela forma porque acaba sendo um tipo de prisão.

Por exemplo: qual é o seu estilo?

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Antigamente respondíamos: “clássico”, “moderno”, “barroco”, retrô, “romântico”, “rústico”, “elegante”, cottage, hippie ou provençal…Era isso ou aquilo. Agora, temos a liberdade de sermos isso mais aquilo e aquilo outro, quantas vezes julgarmos necessário para nos sentir bem. Queremos ser nós mesmos. E cada um é uma soma de influências, histórias e referências que nos torna únicos. Os  elementos da decoração de NOSSA casa devem despertar sensações e sentimentos que nos agradam! Isso é que importa!

A essa pergunta hoje podemos responder: meu estilo transita entre o clássico e o moderno, com toques de rústico. Ou, como eu já digo logo: “meu estilo é “eclético” (simplifica tudo), é o meu estilo. Enfim, podemos juntar um pouquinho de um com um tiquinho de outro, com a predominância de um terceiro ou um quarto, agregando nossos toques pessoais, customizados, feitos por nós. Podemos colocar, por exemplo, uma estátua de São Jorge ao lado de um sofá vitoriano sem problemas. E isso é maravilhoso! É claro que ao expressar a sua personalidade na decoração com harmonia, a tendência é agradar também aos outros. Mas essa uma história para outro post.

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Contemporâneo
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Contemporâneo

As barreiras culturais, há tempos, vêm sendo rompidas, assim como as estéticas. Unir várias referências para a construção do novo, do singular, é característica dos novos tempos.  Uma vez uma amiga me disse que o mundo já havia produzido todas as imagens possíveis e para ser fotógrafo o desafio era compor algo novo a partir das imagens existentes. Hoje, além de fotógrafa, ela é professora de fotografia na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Tudo na vida já foi estetizado e nós, somos sim uma miscelânea, uma colcha de retalhos de memórias, de vivências, de imagens. Com essa ruptura de fronteiras estamos cada vez mais dispostos a tolerar e a gostar do diferente.

A decoração contemporânea é um reflexo desse movimento. É presente, passado e futuro, ao mesmo tempo. Há uma simultaneidade temporal acontecendo. O novo se forma a partir da mistura do design superatual com o antigo, os estilos se confundem, se mesclam. E é o resultado desse caldeirão que nos surpreende e nos encanta!

Gente, tudo isso só para falar de patchwork!

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E somente o de parede porque esse assunto dá pano para manga, para colcha, para painel, para estopados… Puxa a linha! Desce!

Então, como eu ia dizendo, o patchwork de parede é realmente lindo! E de tanto pensar nele, acabei descobrindo que ele é uma boa metáfora do mundo contemporâneo.

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O conceito está criando contornos nunca antes imaginados:

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Milão 2012 – Viadana

Já reparou que não existe um patchwork igual ao outro?

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Por isso, eles conferem personalidade ao ambiente. É um recurso bacana, sustentável e só pode ser feito no melhor estilo “faça-você-mesmo”.

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Os pedacinhos do patchwork podem ser do mesmo tamanho ou irregulares.

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Podem ser grandes ou miúdos, ter cores vibrantes ou suaves, serem feitos com papel ou com tecido.

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E ainda dá para criar em cima. Veja que graça esses painéis com aplicação de adesivo de parede por cima do patchwork:

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Antes de fazer, experimente as combinações entre os padrões. Tenha apenas a preocupação de usar, pelo menos, uma cor comum em todas as estampas ou distribuir igualmente uma cor ou um padrão para que a composição fique equilibrada.

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Se não quiser encher a parede toda, pode fazer apenas adornos de patchwork. Basta encapar e prender com cola ou grampeador o tecido numa tela branca.

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Esse aqui virou cabeceira de cama

PASSO-A-PASSO DE PATCHWORK NA PAREDE

MATERIAL

– Prumo ou nível (geralmente tem um embutido na trena)
– Estilete afiado (se estiver cego, pode estragar o papel)
– Pincéis e rolos
– Rolo de borracha (se quiser) alisar o papel
– Bandeja de pintor para a cola
– Lápis macio
– Fita métrica
– Escada
– Espátula- Esponja- Papel de presente ou de scrapbook – compre sempre em quantidade maior do que for utilizar. Também pode ser feito com tecido.
– Cola própria para papel de parede, se o seu papel não for auto-adesivo.
– Verniz ou cola para bricolagem (transparente)

COMO FAZER

  • Escolha a parede. Retire toda a poeira. Ela deve estar limpa e sem rachaduras.
  • Escolha os papéis de presente com estampas diferentes (não podem ser brilhantes). Os papéis para scrapbook (fino) são ótimos.
  • Tire a medida da parede e calcule a quantidade dos recortes de papel (padrão de 30,5 x 30,5cm) necessária para cobri-la, deixando uma sobra de 2 cm de cada lado. Nada impede que use outra medida.
  • Tome o cuidado de cortar o papel de forma que os desenhos das tiras casem, quando colocadas nas paredes. Faça um sinal nas costas do lado que deve ficar para cima, para que não haja risco de colar o papel invertido, com o desenho pra baixo.
  • Marque linhas verticais com a ajuda do prumo – a primeira linha deve ser marcada considerando-se a largura do papel menos dois centímetros. (A sobra, depois de colado o papel, será retirada com estilete.)
  • Pra ver melhor como vai ficar na parede, e antes de colar, você pode fazer uma montagem de teste com fita crepe por trás.
  • Pode usar cola branca mesmo (Cascorez) ou uma própria para papel de parede. Com um rolinho fica mais fácil espalhar a cola de cima para baixo, o suficiente para colar 2 de cada vez.
  • Com a ajuda da linha vertical traçada, posicione o papel. Deixe sempre uma sobra de papel para cima do limite do teto com a parede.
  • Passe uma espátula ou um tecido seco sobre o papel, para alisar e eliminar bolhas de ar. Se ainda existir alguma bolha, fure-a com uma agulha bem fina, para que o ar possa sair sem danificar o papel.
  • Continue até cobrir toda a parede!
  • Marque o limite da parede com o teto com a espátula. Corte as sobras com ajuda de uma régua ou esquadro e do estilete.  Aguarde 24 horas para secar.
  • Depois que secar passe uma demão de cola ou verniz para bricolagem (transparente) para criar uma camada protetora para o papel.

Pronto! Agora já tem uma parede de destaque em sua casa, gastando pouco!

Esse vídeo do Bolsa de Mulher ensina uma outra maneira de fazer:

Se quiser mais inspiração visite o site o blog La na Ladeira. Em matéria de patchwork as gêmeas Joana e Julia são campeãs!

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Lá na Ladeira

Olha o que elas aprontaram no último Fashion Business na Marina da Gloria:

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Com tecidos e fitas (Lá na Ladeira)

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