O fim das tendências?

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Junte a tonalidade azul escuro para obter um clima dramático, com outras cores contrastantes e neutras. Ou, se preferir, escolha uma cor do ano da Pantone, da Sherwin-Williams ou da Coral. Dê um toque étnico e outro que remeta à natureza. Acrescente móveis ecologicamente corretos, compactos e multifuncionais. Revista as paredes com materiais brutos, como tijolinhos aparentes, cimento queimado ou efeito concreto para dar um toque industrial! Mas também pode fazer camadas com vários modelos de revestimento à disposição no mercado. Isso mesmo, tipo um pactwork. Nos tecidos e papéis de parede, junte flores, xadrezes, listras, grafismos, com texturas que tenham a aparência da terra, da areia e das raízes secas. Misture bem e arrume tudo de forma aconchegante que privilegie o convívio social e familiar. Tudo multifuncional. Quebre todas as paredes e crie ambientes integrados. Reúna objetos antigos e mescle com outros de design ultra moderno. Com um olho no passado e outro no futuro, abuse da tecnologia, de preferência aquela que não aparece, só funciona. Cubra tudo com um clima de alegria e humor. Os ingredientes poderiam ser infinitos. Mas, por hora, usaremos apenas estes. Ponha tudo num caldeirão, misture bem e jogue tudo fora. Recomece recuperando o sentido  da beleza criativa pessoal, pois a maior das tendências, segundo alguns, é o fim das tendências.  Será?

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O problema é que muita gente confunde tendência com moda! A moda é o agora, a tendência é o que tende a ser, o que tudo indica que será! Esse exercício de futurologia não surgiu de um poder premonitório, nem de bolas de cristal. É resultado de pesquisas de instituições que observam sinais de comportamento do presente para fazer projeções do futuro.

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Mas não parece contraditório? Se tudo caminha para o fim das tendências, porque empresas gastam tanto para descobrir qual será a próxima tendência?
É que o sentido mais exato desse “fim” é o de que os “modismos” estão com os dias contados e a personalização na decoração está cada vez mais em alta.  Ter um estilo próprio deixou de ser uma atitude apenas dos “descolados”.  É uma mudança de comportamento crescente que prioriza  o bem estar, a sustentabilidade, a natureza, a originalidade, a criatividade e o gosto pessoal.

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As tendências não deixarão de existir, mas elas terão cada vez menos o poder de impor uma estética diferente a cada ano.

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Mesmo com a ajuda de arquitetos, designer e decoradores, quem vai dar o tom é você!

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