Casulo dos meus sonhos
Na minha infância a casa dos meus sonhos era futurista como a dos Jetsons.
Hoje me identifico mais com as dos meu antepassados.

Numa era em que a última palavra em design de interiores é “personalidade”, nada mais apropriado ao falar de tendências do que definir a nós mesmos. É o que farei nas próximas linhas.
Mas atenção: esse é o meu gosto! Algumas pessoas podem se identificar, outras não porque somos diferentes. Usarei algumas imagens que capturo do cyber espaço para ilustrar. Espero que o post estimule você a descobrir também como seria a sua casa personalizada!

Sou muito contemplativa. A paz e o silêncio são vitais. O contato com a natureza – mas campo do que mar – é uma necessidade. Fico em sintonia com o mundo com o cheiro do mato e das flores. Portanto, o verde seria o principal elemento decorativo do meu refúgio.

Para o verde invadir os ambientes, a casa teria janelas e portas de vidro bem amplas. Se possível, do teto ao chão. Gosto também da ideia de rasgos na parede revestidos de vidro.
Eles fazem a natureza parecer um quadro.

Não tenho um estilo que possa ser definido com os rótulos existentes. Acho que gosto mesmo é da liberdade de misturar vários deles: contemporâneo, provençal, art déco, art nouveau, romântico, Luis XV, modernista, clássico. É impossível defini-lo com um único nome, a não ser como “meu”! Tenho certa aflição quando ouço “verdades” como a de que a elegância é neutra e que a alegria é colorida. Será que o elegante não pode ser feliz? Coitado! São demarcações muito limitadas! Cores na medida certa podem ser elegantes sim. Porque não? Da mesma forma que um ambiente excessivamente colorido pode causar irritabilidade, ao invés de alegria. E é nesse desafio de se obter as composições ideais para os meus olhos, sem fórmulas pré-estabelecidas, que está a graça!

Contrastes são bem vindos! Linhas orgânicas com linhas retas, simetrias com assimetrias, velho com novo…Adoro as cores, sem exageros. Pitadinhas delas numa base branca é a combinação perfeita! Branco? Amo! É a cor da e me transmite paz! Tem que predominar!

As outras cores podem entrar numa parede, nas almofadas, em um ou outro móvel e nos objetos. Da mesma forma que o preto. Gosto do contraste dele com o branco e com outras cores, mas de uma maneira bem discreta. Pouco preto.

Como sou caseira, curto muito um aconchego. Gosto de me sentir abraçada pela casa. Por essa razão, não sou adepta do minimalismo clean. Frio demais. Mas também não gosto de excessos. Em suma: os extremos não me atraem.

Aliás, já percebi que adoro ver certos ambientes, mas não a ponto de morar. Sou capaz admirar alguns projetos de loft (de verdade) com aqueles espaços amplos e pé-direito altíssimo, escuros, com tubulação aparente, parede descascada e uma decoração bem street. Mas jamais moraria num lugar assim porque sentiria a mesma sensação de abandono que uma moradora de rua sente! Tenho pavor!!!!!
Esse da foto abaixo, por exemplo, é sensacional! Mas acho que o apreciaria mais num espaço público.

É como gostar de uma obra de arte. Reconhecer o seu valor é uma coisa, colocar da parede da sala é outra. Detesto ambientes escuros! Paredes ou pisos pretos me deprimem. São tristes, sombrios, não combinam comigo.
Adoro móveis e objetos que contam histórias e remetem a culturas exóticas, milenares e brasileira. Gosto de garimpar antiguidade, expor lembranças de viagem e heranças de família.

Colocar afeto na decoração torna a casa mais acolhedora. Sou apaixonada por objetos vintage. Mas também gosto do design contemporâneo pela capacidade de traduzir minhas necessidades funcionais e estéticas atuais.

Combinar o moderno com o antigo, sem regras rígidas, a não ser o meu próprio gosto, é um enorme prazer!

É como se eu pudesse fazer da casa, um novo meio de expressão com vários elementos à disposição.
Adoro os clássicos do design como os brasileiros Joaquim Terneiro e Sérgio Rodrigues. Dos mais novos também. E admiro o design italiano pela qualidade e capacidade de estar sempre a frente de seu tempo. Fico fascinada quando o design se mistura com a arte sem perder a função.

Meu lado caseiro curte ver um filminho numa cama gostosa num dia frio e chuvoso, tomar uma sopa e beber um vinho, ler ouvindo música! Sabe pinto no lixo?

O conforto e a praticidade, portanto, são quesitos fundamentais. CDs e DVDs devem estar sempre organizados e à mão. Sempre que procuro uma música eu acho. Ficaria estressada se não encontrasse. Um cantinho de leitura com uma chaise longue, mantas, almofadas e outros aconchegos é tudo de bom.
Flores, muitas flores! Especialmente as brancas!

As coloridas só em arranjos muito especiais.

Amo delicadezas modernas e românticas, assim como a rusticidade de uma mesa de madeiras sem acabamento…

tijolinhos aparentes na cor original ou pintados de branco…

e móveis antigos com a pintura gasta misturados a outros atuais ou clássicos.
Pisos de madeira (ecológica) ou cimento também me transmitem boa sensação, desde que façam contraste com peças coloridas e quentes como algumas padronagens de papel de parede…
As cortinas têm de ser brancas e translúcidas com opção de blackout para dormir. As esvoaçantes de voil ou de linho são as minhas preferidas, assim como as persianas romanas. A casa deve ter muita luz natural durante o dia!

Se existe uma coisa que eu detesto é ambiente monocromático, principalmente bege! Minhas cores preferidas são o turquesa e os diversos matizes que vão do roxo ao vinho. Mas gosto também de outras.

Sou uma personal organizer. Desde pequena adoro ver tudo arrumadinho. Não posso ver um organizador com um bom desenho! Mas a organização é também um exercício estético, precisa combinar com o todo. Fazer de organizador algo que não tinha essa função originalmente também é o máximo!

Como a liberdade é um dos valores mais importantes para mim, me divirto com a transformação, como esta cadeira que virou uma linda floreira.

Meu lado lúdico é bastante aguçado. Quando criança, fazia de uma pedra uma viagem! Não por falta de brinquedo, mas por excesso de imaginação. E hoje o design explora bem essa tendência.

Cubo – Studio Haz
As artes plásticas são uma das minhas paixões. Se pudesse, encheria as paredes com obras dos meus artistas favoritos. Mas, como não é possível, uso gravuras assinadas e seriadas (que também têm valor) e fotografias, principalmente as minhas.

Além disso, gosto de criar adornos para as paredes com materiais diversos.
Trabalho manual é um dos meus hobbies. Sabe quando a gente junta uma pecinha com outra? Adoro! Minha casa tem que ter um atelier para eu explorar mais esse lado. Ele seria mais ou menos assim:

As fotos de família têm o seu lugar garantido na decoração, mas sempre expostas de um jeito criativo e contemporâneo. Acho feio demais aqueles porta-retratos em cima dos móveis à moda antiga!
Ambientes integrados são uma grande sacada do nosso tempo! Mas não gosto de perder a privacidade. Com uma boa divisória retrátil posso ter as duas opções.
Meu ninho tem que ser cheiroso, ter lençóis branquinhos, macios e muito limpos. No banheiro e no lavabo não pode faltar belas e muitas toalhinhas de mão, aromatizador de ambientes e flores!

Humor é fundamental. Ele pode estar expresso nas cores, em letras ou números ou em formas inusitadas de móveis e objetos…

À noite gosto de meia luz. Mas me encanto com alguns lustres clássicos imponentes! Gosto também de ícones do anos 50 e contemporâneos. Releituras bem feitas dos clássicos são bacanas.

Simplicidade para mim é tudo! Adoro me sentir à vontade e deixar que as outras pessoas também se sintam. A tecnologia é maravilhosa para facilitar a minha vida, desde que não apereça!

Vejo requinte em ter algumas peças de prata, umas relíquias e pequenos detalhes. Mas odeio a ostentação!
Não sou adepta a essa profusão de espelhos e superfícies brilhantes de móveis feitos com material de última geração como alguns que tenho visto em muitos projetos. Tudo fica com cara de motel. Gosto de espelho em uma parede para ampliar um espaço, com parcimônia, e de forma que reflita coisas belas, caso contrário, vai ampliar tudo o que é feio. Já um espelho com uma bela moldura antiga dourada, por exemplo, é maravilhoso!
Só tem uma parte da casa que gostaria de um toque de glamour: o closet! Por quê? Talvez Freud explique.

Combinar móveis planejados sob medida (ótimos para a organização) com outros estilosos é a melhor maneira de imprimir minha personalidade com conforto e funcionalidade.

Ornare Mostra de Antiquários 2011
Aprecio toques de cultura oriental como um cantinho zen, com futton, almofadas, luminárias japonesas…

No mais, gosto de:
Estante feita de escada
Bules antigos usados como floreiras
Portas de demolição estampadas
Gaiola vintage

Tapete felpudo branco, kilim e listrado colorido
Galhos – Coisas da Doris
Patchwork
Almofadas coloridas florais combinadas com outras lisas e listradas
Dar novos usos a peças antigas

Banco de apoio nos pés da cama
Pufs redondos e coloridos
Baús e malas antigas como mesas de apoio
Mantas artesanais
Jardim

Comida na varanda

Outras imagens que me inspiram:















Por enquanto, essa sou eu! O mais gostoso de tudo é juntar todas essas referências na formação de composições harmoniosas! Quando a minha casa ficar pronta eu te mostro!
Embarque nessa aventura! É uma delícia! Não tenha medo de ousar! Agora que a velocidade do mundo fez a gente ver que tudo muda o tempo todo, não existem mais valores estéticos que pareçam eternos como antigamente!
Poderá gostar também de:
Filed under: Arquitetura da felicidade, Decoração, Design, Tendência

















































Beijos
Lucia Lanza
Parabéns pela escolha das imagens e por traduzr em palavras cada estilo de ser.
bj linda semana
yvone
Claudete Trevizzo Sevi
Parabéns pelo Blog…..
Quando tiver um tempinho vou adorar uma visita…
http://santinhadopauoco.wordpress.com/
Beijossss
Esse post está o máximo!
Lindo, inspirador…
O casulo dos seus sonhos é lindo!
Beijos,
Candice
Modernas e Prendadas