No meio do caminho tinha um café

Café – Paula Neder – Casa Cor 2011
Não é sempre, mas de vez em quando, adoro bater pernas! Aproveito quando preciso resolver algum problema chato, como ir ao banco, para me perder pelas ruas do Centro ou dos bairros da Zona Sul. O problema é que chega uma hora em que tudo o que eu mais quero é avistar um café para descansar, pensar (tomar um café), comer um éclair ou um petit gateau, mas nunca acho! No Rio eles ainda são como oásis no deserto de tão difíceis de encontrar. Tudo bem que hoje já temos muito mais cafés do que antes, mas ainda são poucos. Neste momento, a comparação com cidades como Paris, onde há cafés charmosos por toda a parte, é inevitável. Meu sonho é um café em cada esquina!
Visitando a Casa Cor, encontrei o Café, de Paula Neder, justamente no momento em que eu parei para procurar um! Que maravilha! Graças a ele, minha primeira visita ao evento terminou como um programa completo!

A inspiração da arquiteta veio dos antigos armazéns! Aliás, ontem saiu uma matéria na Revista Domingo do jornal O Globo sobre o resgate desse armazéns que se multiplicam pela cidade. Vamos combinar, eles tinham mesmo muito charme! O próprio editorial da revista explica essa tendedência: “diferente dos hipermercados, que tomaram seu lugar nas últimas décadas, os armazéns combinam com quem gosta de sentir os aromas e se perder em labirintos cheios de sacas, potes e prateleiras antigas, num estilo mais slow de antigamente. É um jeito mais orgânico de ir à compras! A velocidade com que se espalham tem tudo a ver com o nosso tempo”.

O Café da Casa Cor é uma releitura contemporânea dos armazéns. Para isso, Paula Neder fez uso de materiais rústicos, como aço corten, com pintura especial de Stephane Javelle, piso cimentício e revestimento em mica (no papel em tom de cobre da Orlean).


O design moderno do mobiliário e das luminárias contrasta com as peças artesanato popular do Sebrae.

Diante da bancada de corian, cadeiras Nara, de Aristeu Pires. As pequenas mesas do café, também assinadas por Aristeu Pires, têm tampo Tissi e pés bailarina.

Duas grandes mesas, Arthur e Quilombo, de Arthur Casas, são rodeadas por cadeiras Orquídea, pelo jogo de sofás e poltronas Rio Manso e pela estante Code (Jader de Almeida).

Diante das grandes vitrines, no deque, mesa e banco Timbó, de Carlos Mota, e mesinha Butsky com cadeiras Vietnamitas – tudo da Arquivo Contemporâneo.


Peças exclusivas em marchetaria da artista Tissi Mousinho, que lembram rendas artesanais, e luminárias Moette (La Lampe) completam o ambiente com conforto e elegância!



Então, uma boa dica para depois de visitar a Casa Cor é parar para tomar um café no Armazém Sebrae e, quem sabe, aproveitar para fazer umas comprinhas! Imperdível!



Arquiteta Paula Neder:
contato@paulaneder.com.br
http://www.neder-monteiro.com.br
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